Eu tento ser tudo, mas não sou nada, 
Eu tento ser bom, mas sou razoável,
Eu tento ser reto, mas sou encruzilhada, 
Eu tento ser rubi, mas não sou aceitável. 

“Um pouco mais de sol- eu era brasa”, *
Eu era a âncora de um materno abraço, 
Até descobrir o meu fracasso, 
Escrito numa lágrima que me arrasa. 

Eu não quero apenas atenção, 
Mas um abraço de universal imensidão 
Que desprenda as minhas mágoas do chão. 

Eu apenas quero o que nunca tive, 
Apenas quero o que me tiraram 
E matar esta dor que em mim convive.


                                                              Orlando Sousa, 9.ºA, EBAVL

*Verso retirado do poema “Quase” de Mário de Sá-Carneiro.

Nota: Imagem e poema elaborados no âmbito do DAC «Silhuetas Poéticas», implementado nas turmas do 9.ºano da Escola Básica de Agrela e Vale do Leça.