Desde sempre, e hoje mais do que nunca, os jovens são vistos como o futuro da Humanidade, como a esperança de um Mundo melhor, como aqueles que trarão a mudança de que precisamos.

Nós, jovens, temos, atualmente, a pressão de sermos os melhores, de não podermos falhar. Temos, aos olhos de toda a população, de corrigir os erros que as gerações passadas cometeram, para salvarmos um Mundo, que não é só nosso, mas do qual somos a solução. Por isso, dizem-nos que somos o futuro, porém, se pensássemos dessa forma, faríamos tanto quanto os nossos antepassados fizeram, adiaríamos a nossa ação até a passarmos para os nossos filhos e acabaríamos por destruir todo o ecossistema em que vivemos. Nós não somos o futuro, somos o presente! Agimos agora para evitarmos a nossa própria destruição!

Greta Thunberg, por exemplo, conseguiu fazer o que nunca nenhum adulto fez, levar uma crise climática para a agenda dos líderes políticos e lutar, não só por si, mas pelo futuro e por toda a Humanidade. Para além disso, a escolaridade obrigatória, hoje em dia, vai até ao décimo segundo ano, algo que não acontecia no passado. Por conseguinte, espera-se que os jovens estudem mais, que tirem um curso superior e que tenham muito mais sucesso do que antigamente. As condições de aprendizagem melhoraram, o que cria mais oportunidades e mais conhecimento, para que possamos fazer tudo de maneira diferente e melhor. Nesse aspeto, sim, creio que possamos ter um futuro repleto de possibilidades.

Acredito que somos a mudança, sei que somos parte da solução e estou convicta de que faremos o melhor que pudermos pelo Mundo em que vivemos. Assim, ninguém nos pode criticar, porque, com poucos anos de vida, já fizemos muito mais que outros.

                                                                               Rita Pinto Charro, 11.º A, EBSDD