Alguns poemas criados pelos alunos dos sétimos e oitavos anos da Escola Básica e Secundária D. Dinis  sobre a poluição dos oceanos.                                                    

 Amigo Mar

A areia enrola nas tuas ondas

Os peixes vivem nas tuas águas

Quando me tocas sinto-me livre

Nessas tuas mantas salgadas.

Vejo destruição nas tuas ondas

Plásticos sujam as tuas águas

Quando me falas ouço o lixo

Que habita nas tuas palavras.

Mas eu ainda hei de voltar

A dar rumo às tuas ondas

E a dar cor às tuas águas

Amigo mar, isto tem que mudar.

                             Carolina Rodrigues – 7.º C

Mar

Quantas saudades do MAR
Mar revolto e infinito
Infinito de sal e peixes sem conta
Conta, mar! Conta-me estórias da história!
História de glória, de amor e destruição
Destruição feita de plásticos
Plásticos que sufocam a vida
Vida das ondas que viram gloriosos e desgraçados
Desgraçados são aqueles que te turvam
Turvam o teu, o nosso mundo
Mundo de água, sal e vida
Vida que queremos de volta
De volta quero eu estar
Estar de volta ao meu MAR!

Gabriel Santos de Castro Lopes – 7.º C

MAR

Mar, és a transparência que falta no mundo

Lugar de vida e de verdade,

Afetado por quem não te compreende

E te destrói como se tivesses prazo de validade.

As ondas alertam para a destruição iminente

Dentro dos teus filhos:

Veracidade!

Plásticos revestem corações.

Peixes e peixinhos,

Vítimas da humanidade.

Segue triste e sem consolo

O refúgio do mundo

Temendo deixar de ser

Paz.

                               Manuel Pereira, 7.º C

Nostalgia dos mares

O mar é o horizonte

por onde escalamos,

é a nossa ponte

onde juntos já sonhamos.

As ondas cristalinas, que outrora admiramos,

são agora pequenas miragens,

demonstrando o quanto desonramos,

a dádiva destas belas paisagens.

E os magnânimos peixes que conhecemos,

subjugados pela nossa ambição,

Convivendo com os plásticos que enaltecemos,

ignorando a sua destruição.

Teremos como pedir desculpa?

Talvez, quando o Homem admitir a sua culpa.

Lara Martins – 7.º D

Mar Imenso

Paro diante de ti!

Facilmente me perco na tua imensidão!

Vejo as ondas que batem nas rochas.

Tudo isto me aquece o coração!

O meu pensamento perde-se no teu azul…

Mas, de repente, a sombra chega…

Como pode tanta beleza

Esconder tanta destruição?

Peixes que morrem… plantas contaminadas…

Águas inquinadas pela poluição!

Ai, homem! Desgraçada Humanidade,

Que deitas plásticos, lixo e resíduos

Sem pingo de dignidade!

Gonçalo de Almeida Ferreira – 8.º A

AMAR O MAR

No mar agitado,

Cada onda que na rocha quebrar

É um aviso de um oceano magoado

à humanidade que não o sabe amar.

Os peixes que aparecem a boiar

E o que o mar devolve na maré

São as ações do Homem que quer negar

O mal que faz a um oceano que perdeu a Fé.

O ser humano tem de pedir perdão

Pelo plástico deixado no oceano

Que causa tanta destruição

A um mar outrora tão amado.

                             Sofia Borges – 8.º A