O Jantar Queirosiano da Escola Básica e Secundária de D. Dinis constitui uma experiência vivida intensamente e nunca esquecida nos nossos corações.

Chegado o dia 3 de maio, todos estávamos empolgados para que tudo começasse e pudéssemos envergar os belos trajes do século XIX, evadindo-nos da realidade habitual. E assim foi. Passeámos pela cidade de uma maneira diferente, fomos olhados pelos tirsenses de maneira diferente – tudo foi fascinantemente diferente.

No final do dia, após o jantar e a sobremesa no polivalente (e eu, como apresentador com uma colega, também dei as boas-vindas aos convivas!), sabíamos que teríamos que dançar a valsa, ou a polca, ou participar no desfile (passagem de modelos da época do século XIX), ou atuar num dos episódios do teatro «Os Maias» ou até cantar… Aí começou alguma pressão e andávamos todos de um lado para o outro, atrapalhados para que tudo fosse perfeito.

O Eça (eu próprio) perdeu o seu bigode, que não colou. É compreensível. Se calhar, só o verdadeiro Eça tinha essa capacidade para usar um bigode daqueles, de tal dimensão… Ficou a bengala para dar estilo.

Apesar de algum nervosismo, tudo correu mesmo bem. Antes da nossa atuação, foram entregues os prémios às montras vencedoras do concurso subordinado ao tema «O amor na obra Os Maias». Em primeiro lugar, ficou a Livraria/Papelaria Vanda, em segundo, a Tentação Joias, e, em terceiro, a Farmácia Faria. A Diretora do Agrupamento de Escolas D. Dinis, Dra. Cláudia Soares, fez um breve discurso e deu destaque a uma pessoa importante que estava presente, apesar da sua ausência: a D. Maria de Lurdes Ferreira, a costureira do Jantar Queirosiano durante tantos anos, que faleceu recentemente. Houve um momento bastante emotivo, particularmente quando as duas irmãs da D. Lurdes subiram ao palco para receber um ramo de flores e a homenagem que a nossa escola lhe estava a prestar. Creio ter visto algumas caras suspensas nesse momento. Seguidamente, a Diretora deu a palavra ao Presidente da Câmara de Santo Tirso, Dr. Joaquim Couto. O nosso sonoplasta, o senhor Luís Soares, estava bastante atento para ir gerindo o som.

O espetáculo propriamente dito começou mais tarde do que o previsto: tínhamos chegado um pouco tarde à escola para o jantar, após o passeio pela cidade e a valsa na Casa de Chá, as poses para as fotos e até o breve passeio na charrete que o nosso colega Emanuel conduziu… Durante o espetáculo na escola, demos o nosso melhor, entregamo-nos de corpo e alma e, no fim, isto foi recompensado com os aplausos sentidos que acabámos por receber e, mais tarde, os elogios fora de palco.

Os nossos agradecimentos à organização deste evento, ao Clube de Teatro, a todos os seus preciosos colaboradores e às confeitarias que nos acolheram, com generosidade, durante a tarde em que deambulámos pela cidade.

 

Diogo Souto, 11.º C