Rosa branca era

No dia em que te conheci

Tua pura e simples beleza

Me trazia a imensidão da natureza

 

Mas rapidamente chegou tua partida

Minhas pétalas, as desfolhaste

Minha alma, a roubaste

Minha essência morreu na despedida

 

Se me ias deixar morrer

Por que me abriste as portas de teu Mundo?

Mas com o vento voam promessas

E as tuas estragaram meu sonho mais profundo

 

Esperança é a última a morrer

E eu sempre confiei em ti

Mas sabia que me mentias

Sempre que novo espinho surgia em mim

 

Agora sou rosa negra

Do sangue mais escuro que existe

Agora não vivo a vida

Agora sobrevivo a cada dia

 

Rita Pinto, 9.ºC EBSDD