Nos passados dias 1 e 2 de março, nós, alunos do 12.º ano da Escola Básica e Secundária D. Dinis – Santo Tirso, participamos numa visita de estudo à capital portuguesa, Lisboa.

Passadas quatro horas de viagem de autocarro, chegamos finalmente ao nosso destino. O clima estava bastante agradável, o céu azul e corria ainda uma brisa suave.

Fizemos a nossa primeira caminhada na cidade. Primeiro, percorrendo as várias ruas da baixa lisboeta, chegamos ao largo S. Carlos onde iríamos iniciar o “percurso pessoano”. Todo o ambiente envolvente, as várias pessoas de diferentes formas e feitios a caminhar em diferentes direções, a arquitetura dos edifícios (Teatro São Carlos, Chiado, o café A Brasileira e a Praça do Comércio) fizeram-nos perceber o encanto desta magnífica cidade.

De seguida, após o percurso na zona do Chiado, fomos ao Largo do Carmo e, descendo até à baixa da cidade, chegamos à Praça do Comércio. Foi aí que almoçamos. Depois da caminhada pela cidade, o almoço foi o ponto alto do momento.

No início da tarde, visitamos a fundação José de Saramago. Lá pudemos conhecer várias das obras do autor, os prémios que recebeu e os momentos mais marcantes da sua vida. Na palestra, entendemos a razão do estilo de escrita de Saramago, pelo que ninguém deverá dizer que ele não sabia pontuar! Passado este momento agradável e memorável na fundação, chegara a altura de descobrir o que Lisboa ainda tinha para nos mostrar.

Caminhando pela Rua da Prata, vimos vários artistas de rua a fazer apresentações, onde pudemos assistir a fadistas, pintores, homens-estátua e ainda mágicos. É impressionante a forma como nos podíamos sentir num país completamente diferente, no meio de tanta gente a conversar em vários idiomas.

Lisboa, à noite, foi um encanto. Uma cidade cosmopolita cheia de luz e movimento. Da pousada onde ficamos alojados (Almada) tínhamos uma excelente vista para a baixa da cidade e para a Ponte 25 de Abril. As fotos que tiramos falam por si. Que paisagem!

Sábado foi dia de visitar o MAAT. Lá pudemos apreciar vários tipos de arte com bastante simbolismo, tal como foi a exposição do mar poluído. A vista que um peixe tem do fundo do mar para a superfície pode assustar um pouco, no entanto, permite que estejamos mais conscientes de que realmente é importante cuidar do nosso planeta, a nossa casa.

O Museu da Eletricidade foi outro ponto alto do dia. Os projetos mais modernos expostos à frente dos nossos olhos levou-nos a refletir do quanto ainda temos que desvendar, o que ainda temos a saber mais sobre o nosso mundo e o espaço interestelar.

Passada uma pequena viagem de autocarro, chegamos ao Bacalhôa Buddha Eden. Um espaço muito bem tratado com esculturas de Buda, soldados do império mongol, espaços verdes, um lago enorme, onde nadavam patos e peixes e um coreto que proporcionava um panorama fantástico do parque. O estado de tranquilidade deste amplo espaço levou-nos a conectar com os ideais da filosofia zen, uma filosofia que orienta ainda hoje várias pessoas a viver uma vida com maior qualidade.

Quando “demos por ela”, tínhamos já chegado à nossa cidade. Os dois dias passaram a correr. Passamos ótimos momentos nesta visita de estudo. Momentos que agora recordamos de tão marcantes terem sido, restando, agora, só a vontade de lá regressar e partilhar outros novos ainda por vir.

                                                                       Rita Ramos e Pedro Ramos, 12.º B