O mundo brilha

No céu, as estrelas

Na terra, maravilha!

Cintilante incessante.

Vermelho e branco nas vielas.

 

Afundam os meus pés

Sob a neve das ruas

Mesmo enquanto me congela o frio

Relembra-me nuvens quentinhas de algodão.

Sorrio! Porque é época de ser feliz,

De sentir com o coração.

 

Refreio o meu impulso de dançar!

O Dj dos querubins não para de tocar!

São altos na minha cabeça

Será que sou a única a ouvir?

O chocalhar, os sinos a tinir?

 

Uma súbita imagem!

Passa pela trela um buldogue.

Transfiguração poética do real.

Tanta metamorfose deixa-me grogue.

O nariz em vermelho boreal

Criam-se-lhe hastes na testa

Tão insinuadas como as ruas onde se contesta.

 

 

 

As vitrinas dão vida ao brinquedo:

Um quebra-nozes sorri para mim,

Um boneco de neve acena-me com vigor,

Homens-biscoito saltam em camas de cetim.

No ar respira-se magia, todos estão risonhos.

O mundo libertou-se de uma caixinha de sonhos.

 

Nesta altura natalícia,

Noto uma estrela cadente.

Quem me dera poder colocar toda a magia numa carta,

Para pedir ao Pai Natal de presente!

 

                                                                Érica Fernandes, 12.ºC