Podes olhar de lado

Mas continuo aqui

No mais além céu estrelado

Onde teu rosto sorri!

 

Não há consequências

De um olhar incerto

Mas o teu olho

De “tremelique” irrequieto

 

O teu jeito de ver

A maneira de ser

O olhar de um despercebido

As formas de um desentendido

 

Sabendo que no fundo

Sentimentos de homem

Como unidade no mundo

Nesse coração sem saber a quem

Nesse coração sem amar ninguém

 

Reações de um perdido

Com medo de errar

Sem apoio amigo

Para o sustentar…

 

O contrário de amor

É o que lhe vai na cabeça

Vivendo o terror

De lhe faltar a “peça”

Que lhe dá a força

Para se aguentar

No mundo vazio

Que tem de suportar!

 

                 Ângela  Ferreira, 8.º B, EBSDD