Pese embora o conhecimento crescente ao nível das questões ambientais, é uma verdade que uma parte significativa da população mundial pouco, ou nada, faz para garantir que no futuro o nosso planeta continue a ser um local aprazível para se viver. Mas não se pense que esse futuro que estamos a hipotecar, às gerações seguintes, está muito longínquo, porque não está! Ele é já amanhã!

O ritmo a que o Homem tem delapidado as riquezas e os recursos que a Terra nos oferece, bem como o ritmo e a extensão com que a vai poluindo está a conduzir o nosso planeta a um ponto sem retorno. Assim, é urgente uma mudança significativa nos hábitos da maioria das pessoas, razão pela qual a realização de iniciativas que visem uma tomada de consciência desta realidade são sempre desejáveis.

Neste sentido, quando surgiu a oportunidade de se trabalhar esse assunto, na abordagem do tema “Energia” lecionado nas aulas de 7.º ano, os alunos das turmas B e C foram desafiados, pela sua professora de Físico-Química, a realizar um trabalho que servisse de campanha de sensibilização da comunidade escolar. Para isso, deveriam construir pequenos trabalhos onde fosse patente o reaproveitamento de materiais que habitualmente não têm outro destino que não seja o lixo. A resposta dada pelos alunos foi muito positiva, pois, para além de terem apresentado trabalhos diversificados, fizeram-no com entusiasmo e criatividade. Papel, cartão, rolhas, garrafas, tecido, latas e pacotes de leite foram alguns dos materiais usados na construção dos trabalhos e os melhores resultados puderam ser apreciados, por toda a comunidade escolar, numa pequena exposição intitulada “A outra vida dos materiais”, patente na biblioteca da escola.

Apesar do feed-back da exposição ter sido bastante positivo, a maior satisfação dos envolvidos na iniciativa é perceber que a mesma serviu, de facto, para alertar um pouco mais os jovens da nossa escola para este problema atual que é de todos nós, e que, de agora em diante, tenham mais cuidado com a quantidade de lixo que produzem, bem como com o destino que lhe dão, devendo reciclá-lo e reutilizá-lo, sempre que possível.

 

Ana Paula Teixeira